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Los Discordes en Concordia A longa duração da instabilidade latino-americana Editoria Internacional Página 01 Por Pedro Paulo Tominaga, especial para a editoria internacional

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Los Discordes en Concordia A longa duração da instabilidade latino-americana Editoria Internacional Página 01 Por Pedro Paulo Tominaga, especial para a editoria internacional Em fevereiro de 2026, o Peru assistiu, com uma mistura de exaustão e resignação, à queda de seu sétimo chefe de Estado em um intervalo de apenas oito anos. O presidente interino José Jerí foi destituído pelo Congresso em meio a denúncias de tráfico de influência. Antes dele, Dina Boluarte caíra sob o peso de protestos e sangue. O último presidente a terminar um mandato, Ollanta Humala (2011-2016), viu seu legado engolido pelo escândalo da Odebrecht e terminou preso, com sua mulher pedindo asilo ao Brasil. Para o observador contemporâneo, a política peruana parece um labirinto recente de fragmentação e caos. No entanto, um olhar atento para a historiografia revela que essa vertigem não é um defeito de fábrica da modernidade, mas sim o código-fonte da formação política do país. É o que o historiador francês Fernand Braudel chamaria de longa duração: estruturas profundas que sobrevivem à passagem dos séculos. Essa é a tônica que emerge da pesquisa “Los discordes en concordia: A ‘Gran Rebelión de Encomenderos’, Peru 1544-48”, conduzida pelo historiador que vos escreve. Ao mergulhar nos relatos quinhentistas de cronistas como Gómara, Garcilaso de la Vega e o recém-redescoberto Nicolao de Albenino, o estudo ilumina uma época em que a governabilidade do Peru era tão ou mais volátil do que a atual. E, mais importante, mostra como a inconstância das elites e o choque com o poder central desenharam o DNA do país.

Brasília, 23 de abril de 2026 Portal de Notícias Parla Sul News Los Discordes en Concordia A longa duração da instabilidade latino-americana Editoria Internacional Página 01 Por Pedro Paulo Tominaga, especial para a editoria internacional

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