“O aristocrático local está no seu auge. Alberga um numeroso e seleto núcleo de famílias portenhas que animam a vida do hotel, acrescentando-lhe o encanto de seu “savoir faire”. Os atrativos do fastuoso hotel intensificaram-se com a chegada do Carnaval. Sítio predileto para os eventos sociais, celebra Momo de forma estrepitosa, fazendo uso de seus prestígios e das facilidades de um espaço adaptável a essas manifestações. O Parque Hotel constituiu, desde o primeiro momento em nosso ambiente, a caracterização das mais altas expressões da ação social. Sua história, apesar de curta, aponta os acontecimentos de bom tom e distinção; reconhecendo-o assim, nossa alta sociedade tributou-lhe homenagem ao erigi-lo em local predileto para seus divertimentos, favorecidos com a concorrência dos melhores elementos.”¹
Com a mudança do rumo político, com ao qual aumentou o intervencionismo do Estado para setores da economia até então reservados aos atores privados, a prefeitura de Montevidéu adquiriu o Parque Hotel em 1915.
“A partir desse momento sucederam-se um sem-número de eventos, que marcam sua história, em suas instalações: a morte do poeta e embaixador mexicano Amado Nervo, no que fora o apartamento N° 116 (1926); as primeiras tratativas para a abertura democrática (1983) e a celebração em seus salões do empossamento dos presidentes Julio María Sanguinetti (1985) e Luis Alberto Lacalle (1990).²
¹De: Anales Mundanos (Montevideo) 1917, Nº XVI
²El Mercosur en el Parque Hotel de Montevideo – CONPAT 99