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Cortes de geração de energia serão prioridade da APINE em 2026

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Entidade alerta para perdas bilionárias e defende soluções estruturais sem impacto ao consumidor

A Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Energia Elétrica (APINE) definiu como principal foco de atuação para 2026 os cortes de geração de energia, conhecidos como curtailment. O tema lidera a Agenda Legislativa lançada pela entidade nesta semana, em meio ao avanço de um problema que já provoca impactos significativos no setor elétrico brasileiro.

Em 2025, os cortes atingiram cerca de 20% da geração de energia solar e eólica no país, gerando prejuízos estimados em mais de R$ 6 bilhões. O cenário é resultado de limitações operacionais, restrições na transmissão e mudanças no perfil de consumo, fatores que acendem um alerta sobre a sustentabilidade dos projetos e a segurança dos investimentos.

De acordo com o presidente da APINE, Rui Altieri, o desafio exige medidas equilibradas. A proposta da entidade prevê a divisão dos impactos entre as fontes responsáveis, sem repasse de custos ao consumidor, além de soluções estruturantes, como ajustes no modelo tarifário da micro e minigeração distribuída.

A entidade também defende maior previsibilidade regulatória e uma distribuição mais justa dos custos do sistema, consideradas essenciais para garantir investimentos de longo prazo e manter tarifas acessíveis.

A Agenda Legislativa 2026 reúne ainda propostas em tramitação no Congresso com potencial de impactar o setor, incluindo temas como tarifas de transmissão, abertura de mercado e compensações tarifárias. Ao mesmo tempo, a APINE aponta oportunidades de avanço em projetos voltados à ampliação da capacidade energética e à atração de novos investimentos, como iniciativas relacionadas a hidrelétricas e data centers.

Com o documento, a associação busca fortalecer o diálogo com o poder público e contribuir tecnicamente para a construção de um ambiente mais estável, eficiente e competitivo no setor elétrico nacional.

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