A Plenária Nacional da FASUBRA, federação representativa da categoria técnica administrativa em educação do ensino superior, ocorreu nos dias 24 e 25 de janeiro, contou com a presença de dezenas de trabalhadores e trabalhadoras de toda federação e reforçou o quanto o movimento sindical segue sendo um espaço fundamental de resistência diante do atual cenário político.
As discussões durante a Plenária evidenciaram a decepção da categoria pelo fato de o governo ainda não ter cumprido o acordo da greve de 2024 e ter retirado os aposentados e pensionistas das propostas apresentadas, o que demonstra um desrespeito recorrente com os trabalhadores do serviço público, em especial àqueles que tanto colaboraram para o fortalecimento do Estado, além de escancarar a fragilidade dos compromissos assumidos.
A plenária acontece em um momento decisivo, especialmente diante das ameaças representadas pela Reforma Administrativa. Não se trata apenas de uma disputa política, mas de um embate em defesa do futuro do próprio Estado e da existência dos serviços públicos prestados à população em todo Brasil.
Mais do que um espaço de debate, a plenária é um momento de importante articulação para manter a luta ativa e a categoria mobilizada, em um contexto de retrocessos e tentativas de enfraquecer o serviço público. Participar, pressionar e se posicionar politicamente deixa de ser uma escolha, torna-se uma necessidade.
Considero que na Plenária foram tomadas importantes deliberações para manter as mesas de negociação com o Governo, mas sem abrir mão do direito histórico de retomarmos a greve, até que o Governo cumpra com os compromissos assumidos em 2024, em especial o Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) para toda a categoria, inclusive aposentados e pensionistas.
Rachel de Souza Melo
Coordenadora Geral do SINTESPB
Secretária adjunta de Serviços Públicos Federais na CTB Nacional